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Colapso hídrico pode afetar 9 municípios no Seridó, aponta Caern

Publicado em 20/09/2026 08:51
Colapso hídrico pode afetar 9 municípios no Seridó, aponta Caern

Cinco reservatórios que abastecem nove municípios do Seridó potiguar estão sob risco de colapso hídrico até dezembro deste ano, segundo alerta da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). Caso a previsão se confirme, mais de 63 mil pessoas poderão ser afetadas. O cenário consta em ofício encaminhado pela Companhia ao Gabinete Civil do Governo do Estado neste mês de setembro. Apesar do alerta, a gestão estadual afirma que não há risco de interrupção do abastecimento até o fim do ano e que outros mananciais têm água suficiente para atender os municípios, caso seja necessário.

 

 

 

A lista dos municípios afetados conta com Currais Novos, Equador, Parelhas, Carnaúba dos Dantas, Jardim do Seridó, São João do Sabugi, Ipueira, São José do Seridó e Ouro Branco. A avaliação considera os volumes dos reservatórios que atualmente atendem essas cidades e aponta a possibilidade de esgotamento dos mananciais até dezembro. Em Currais Novos, por exemplo, o Açude Dourado, com capacidade para pouco mais de 10 milhões de metros cúbicos, está com menos de 1% de água armazenada, com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) passando a contar apenas com o Açude Marechal Dutra, o Gargalheiras, localizado em Acari, para atender 100% dos domicílios no município currais-novense. Além do Açude Dourado, em Gargalheiras, também constam no relatório o Açude Mamão, responsável pelo abastecimento de Equador; o Boqueirão, que atende Parelhas, Jardim do Seridó e Carnaúba dos Dantas; o Santo Antônio, em São João do Sabugi; e o Martelo, em Ipueira.

 

 

O alerta consta em documento obtido pela TRIBUNA DO NORTE, elaborado pela Caern. Segundo a SEMARH, o abastecimento nos municípios citados não chega a estar ameaçado até o fim do ano. “É uma avaliação preliminar, necessária para o trabalho que fazemos que não é só executivo, mas também preventivo. A partir disso sabemos quais medidas tomar e nos antecipar. O trabalho de gestão de águas projeta ações para seis, sete meses na frente. Para esse ano, o abastecimento dos municípios está garantido, mesmo que não chova nos próximos meses”, afirma o auxiliar.

 

 

De acordo com o documento, a situação de Ouro Branco e São João do Sabugi é apontada como mais delicada pela Caern, já que os dois municípios “não dispõem de um sistema de abastecimento emergencial”. Atualmente, segundo a estatal, o abastecimento de Ouro Branco está sendo feito por poços rasos. Segundo a SEMARH, de junho de 2025 até agosto de 2026 foram perfurados 31 poços no município.

 

 

O monitoramento dos reservatórios potiguares é feito diariamente pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn), orientando as decisões sobre o abastecimento. A utilização de poços, como ocorre em Ouro Branco, é uma das alternativas em caso de baixo nível dos reservatórios utilizados. Outras ações que são empregadas são o transporte de água através de carros-pipa e a utilização de adutoras já existentes para levar água de uma região para outra.

 

Tribuna do Norte.

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